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Barefaced
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Linux

Mensagem por Barefaced » 07 set 2007, 01:06

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Desenvolvedor: Inúmeros (desenvolvimento livre)

Família do SO: UNIX

Modelo do desenvolvimento: Software livre

Última versão: 2.6.22.4

Data da última versão: 21 de Agosto de 2007

Kernel: Monolítico

Interface: Inúmeras (na foto, KDE)

Licença: GPL v.2

Estado do desenvolvimento: Estável

Website: Inúmeros:
- Núcleo em kernel.org
- Sistema GNU em gnu.org
- Lista de distribuições em distrowatch.com


Linux é um sistema operacional que foi desenvolvido por Linus Torvalds a partir do código fonte do sistema Minix, que por sua vez é uma simplificação do Unix, e que por fim proveio do sistema Multics, isto é, o primeiro sistema operacional de tempo compartilhado(CTSS - Compatible Timesharing System). O Linux é um dos mais proeminentes exemplos de desenvolvimento com código aberto e de software livre. O seu código fonte está disponível sob licença GPL para qualquer pessoa utilizar, estudar, modificar e distribuir livremente.

GNU/Linux refere-se ao sistema operacional Linux e ao conjunto de programas GNU desenvolvidos pela Free Software Foundation - FSF. Como os casos de sistemas de núcleo(kernel) Linux sem os programas do sistema GNU são raros, frequentemente GNU/Linux e Linux são usados como sinónimos, embora Linux possa fazer referência apenas ao seu núcleo. Segundo o próprio Linus Torvalds no filme Revolution OS, o sistema operacional Linux só poderia ser chamado GNU/Linux caso o projecto GNU (que mantém as ferramentas GNU) desenvolvesse sua própria distribuição Linux(como o Slackware Linux), mas associar Linux aos programas GNU, chamando-o de GNU/Linux é um absurdo.

Inicialmente desenvolvido e utilizado por nichos de entusiastas em computadores pessoais, o sistema Linux passou a ter a colaboração de grandes empresas, como a IBM, a Sun Microsystems, a Hewlett-Packard, e a Novell, ascendendo como principal sistema operacional para servidores -- oito dos dez serviços de hospedagem mais confiáveis da Internet utilizam o sistema Linux em seus servidores web.
Um sistema Linux é capaz de funcionar em um grande número de arquitecturas computacionais. É utilizado em super computadores, computadores pessoais e até em telemóveis (aparelhos celulares).

Núcleo X Sistema Operacional
O Linux é, geralmente, considerado o Núcleo (ou "cerne", "coração", do inglês kernel) do sistema operacional (SO). Entretanto, segundo Tanenbaum e Silberschatz, pode ser considerado o próprio SO, quando este é definido como gerenciador de recursos de hardware. Nos meios de comunicação, Linux refere-se ao sistema completo, incluindo o núcleo Linux e outros programas de sistema.

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Sistemas completos construídos em torno do kernel Linux maioritariamente utilizam como base, os programas do sistema operacional GNU, que oferece interpretador de comandos, utilitários, bibliotecas, compiladores, etc. Richard M. Stallman, criador e líder do projecto GNU, solicita aos utilizadores que se refiram a sistemas baseados no Linux como o sistema completo GNU/Linux.

A maioria dos sistemas também inclui ferramentas e utilitários baseados no BSD e tipicamente usam XFree86 ou X.Org para oferecer a funcionalidade do sistemas de janelas X ”” interface gráfica.
O Linux hoje funciona em dezenas de plataformas, desde mainframes até um relógio de pulso, passando por várias arquitecturas: x86 (Intel, AMD), x86-64 (Intel EM64T, AMD64), ARM, PowerPC, Alpha etc., com grande penetração também em sistemas embarcados, como handhelds, PVR, videojogos e centros multimédia, entre outros.

História do Linux

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Linus Torvalds, criador e principal mantenedor do Kernel Linux.

O Kernel Linux foi, originalmente, escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet.
Linus Torvalds começou o desenvolvimento do kernel como um projecto particular, inspirado pelo seu interesse no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum. Ele limitou-se a criar, nas suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix"). E depois de algum tempo de trabalho no projecto, sozinho, ele enviou a seguinte mensagem para comp.os.minix:

Você suspira pelos bons tempos do Minix-1.1, quando os homens eram homens e escreviam seus próprios "device drivers"? Você está sem um bom projecto em mãos e está desejando trabalhar num S.O. que você possa modificar de acordo com as suas necessidades? Está achando frustrante quando tudo funciona no Minix? Chega de noite ao computador para conseguir que os programas funcionem? Então esta mensagem pode ser exactamente para você.
Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando numa versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo do estado em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você está esperando), e eu estou disposto a disponibilizar o código-fonte para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso ao executar bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compressão, etc. nele.


Curiosamente, o nome Linux foi criado por Ari Lemmke, administrador do site ftp.funet.fi que deu esse nome ao directório FTP onde o kernel Linux estava inicialmente disponível (Linus tinha-o baptizado como "Freax", inicialmente).

No dia 5 de Outubro de 1991 Linus Torvalds anunciou a primeira versão "oficial" do kernel Linux, versão 0.02. Desde então muitos programadores têm respondido ao seu chamado, e têm ajudado a fazer do Linux o sistema operacional que é hoje.

Kernel Linux

Arquitetura
O Linux é um kernel monolítico. Isto significa que as funções do kernel (agendamento de processos, gerenciamento de memória, operações de entrada e saída, acesso ao sistema de arquivos) são executadas no espaço do kernel. Uma característica do kernel Linux é que algumas das funções (drivers de dispositivos, suporte à rede, sistemas de arquivo, por exemplo) podem ser compiladas e executadas como módulos (LKM - loadable kernel modules), que são bibliotecas compiladas separadamente da parte principal do kernel e podem ser carregadas e descarregadas após o kernel estar em execução.

Portabilidade
Embora Linus Torvalds não tenha tido como objectivo inicial tornar o Linux um sistema portável, ele evoluiu nessa direcção. Linux é hoje, na verdade, um dos núcleos (kernels) de sistema operacional com mais portabilidade, correndo em sistemas desde o iPaq (um computador portátil) até o [ur=http://pt.wikipedia.org/wiki/IBM_S/390l]IBM S/390[/url] (um denso e altamente custoso mainframe)

De qualquer modo, é importante notar que os esforços de Linus foram também dirigidos a um diferente tipo de portabilidade. Portabilidade, de acordo com Linus, era a habilidade de facilmente compilar aplicações de uma variedade de fontes no seu sistema; portanto o Linux originalmente tornou-se popular em parte devido ao esforço para que as fontes GPL ou outras favoritas de todos corressem em Linux.

Termos de Licenciamento
Inicialmente, Torvalds lançou o Linux sob uma licença que proibia qualquer uso comercial. Isso foi mudado de imediato para a Licença Pública Geral GNU. Essa licença permite a distribuição e mesmo a venda de versões possivelmente modificadas do Linux mas requer que todas as cópias sejam lançadas dentro da mesma licença e acompanhadas do código fonte.

Apesar de alguns dos programadores que contribuem para o kernel permitirem que o seu código seja licenciado com GPL versão 2 ou posterior, grande parte do código (incluído as contribuições de Torvalds) menciona apenas a GPL versão 2. Isto faz com que o kernel como um todo esteja sob a versão 2 exclusivamente, não sendo de prever a adopção da nova GPLv3.

Sistema operacional GNU/Linux

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Richard Stallman, fundador do projeto GNU para um sistema operacional livre.

Logo que Linus Torvalds passou a disponibilizar o Linux, ele apenas disponibilizava o núcleo com alguns comandos básicos. O próprio utilizador devia encontrar os outros programas, compilá-los e configurá-los e, talvez por isso, o Linux tenha carregado consigo a etiqueta de sistema operativo apenas para técnicos. Foi neste ambiente que surgiu a MCC (Manchester Computer Centre), a primeira distribuição Linux, feita pela Universidade de Manchester, na tentativa de poupar algum esforço na instalação do Linux.

Desde o começo, o núcleo Linux era inútil sem os utilitários GNU. De facto, o núcleo é apenas uma parte de um sistema operacional utilizável: são necessários também vários outros componentes como bibliotecas de funções, interpretadores de comandos, utilitários e mesmo, em última instância, aplicativos como compiladores e editores de texto.

Todos esses já vinham sendo reunidos pelo Projecto GNU da Free Software Foundation ("Fundação Software Livre"), que embarcara num sub-projecto que ainda continua para obter um núcleo, o Hurd. Dada a demora no sub-projecto do núcleo GNU, o Linux veio a constituir um sistema operacional completo híbrido, o GNU/Linux.

Distribuições
Actualmente, um Sistema Operacional (em Portugal Sistema Operativo) GNU/Linux completo (uma "distribuição de GNU/Linux") é uma colecção de software livre (e por vezes não-livres) criados por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, tendo o Linux como seu núcleo. Companhias como a Red Hat, a SuSE, a Mandriva (união da Mandrake com a Conectiva), bem como projectos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, compilam o software e fornecem um sistema completo, pronto para instalação e uso. Patrick Volkerding também fornece uma distribuição Linux, o Slackware.

As distribuições de GNU/Linux começaram a receber uma popularidade limitada desde a segunda metade dos anos 90, como uma alternativa livre para os sistemas operacionais Microsoft Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas acostumadas com o Unix na escola e no trabalho. O sistema tornou-se popular no mercado de Desktops e servidores, principalmente para a Web e servidores de bancos de dados.

No decorrer do tempo, várias distribuições surgiram e desapareceram, cada qual com sua característica. Algumas distribuições são maiores outras menores, dependendo do número de aplicações e sua finalidade. Algumas distribuições de tamanhos menores cabem numa disquete com 1,44 MB, outras precisam de vários CDs, existindo até algumas versões em DVD. Todas elas tem o seu público e sua finalidade, as pequenas (que ocupam poucos disquetes) são usadas para recuperação de sistemas danificados ou em monitorizações de redes de computadores.

Existem as versões de 64 bits do Linux, optimizadas para correr em microcomputadores com microprocessadores de 64 bits.

De entre as maiores, distribuídas em CDs, podem-se citar: Slackware, Debian, Suse e Conectiva. O que faz a diferença é como estão organizadas e pré-configuradas as aplicações. A distribuição Conectiva Linux, por exemplo, tinha as suas aplicações traduzidas em português, o que facilitou que utilizadores que falam a Língua Portuguesa tenham aderido melhor a esta distribuição. Hoje esta distribuição foi incorporada à Mandrake, o que resultou na Mandriva. Para o português, existe também a distribuição brasileira Kurumin, construída sobre Knoppix e Debian, e a Caixa Mágica, existente nas versões 32 bits, 64 bits, Live CD 32 bits e Live CD 64 bits, e com vários programas open source: OpenOffice.org, Mozilla Firefox, entre outros.

Existem distribuições com ferramentas para configuração que facilitam a administração do sistema. As principais diferenças entre as distribuições estão nos seus sistemas de pacotes, nas estruturas dos directórios e na sua biblioteca básica. Por mais que a estrutura dos directórios siga o mesmo padrão, o FSSTND é um padrão muito relaxado, principalmente em arquivos onde as configurações são diferentes entre as distribuições. Então normalmente todos seguem o padrão FHS (File Hierarchy System), que é o padrão mais novo.
Quanto à biblioteca, é usada a Biblioteca libc, contendo funções básicas para o sistema Operacional Linux. O problema está quando do lançamento de uma nova versão da Biblioteca libc, algumas das distribuições colocam logo a nova versão, enquanto outras aguardam um pouco. Por isso, alguns programas funcionam numa distribuição e noutras não. Existe um movimento LSB (Linux Standard Base) que proporciona uma maior padronização. Auxilia principalmente vendedores de software que não liberam para distribuição do código fonte, sem tirar características das distribuições. O sistemas de pacotes não é padronizado.

Caixa Mágica, Debian, Dual OS, Fedora, Freedows, Kurumin, Mandriva, Slackware, SuSE e Ubuntu Linux são algumas das distribuições mais utilizadas actualmente, listadas aqui por ordem alfabética.

Um exemplo de distribuição que corre num CD é o Kurumin Linux, criado por Carlos E. Morimoto, baseada no Knoppix.

De entre as distribuições consideradas mais difíceis de gerir (por preferirem assegurar a estabilidade tecnológica em detrimento da interface de utilizador), destacam-se a Debian, Gentoo e Slackware.

Distribuições de Propósito Geral
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Arch Linux
BigLinux
Caixa Mágica
Conectiva
Cytrun Linux
Debian
Debian-BR-CDD
Fedora
Gentoo Linux
GoboLinux
Knoppix
Kake Linux
Kalango Linux
Kurumin Linux
Famelix
Libertas
Lycoris
Mandriva
Muriqui Linux
Red Hat Linux
Resulinux
RXART Linux
Skolelinux
Slackware Linux
Sorcerer GNU/Linux
SuSE
TechLinux
tsl linux
Kurumin
Ubuntu Linux
Kubuntu
White Box


Alguns grupos compilam distribuições Linux para propósitos especiais como firewalls, etc.

Distribuições LiveCD

Estas distribuições correm (rodam) directamente do CDROM, sem necessidade de instalação.

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Knoppix
Kurumin
Kalango
Resulinux
Kake Linux
Kanotix
Rxart linux
Big Linux
Kalango Linux
Gentoo Linux
Famelix
Quantix
SLAX
PHLAK
GoblinX
Dizinha Linux
Poseidon
Tutoo
Arco-Debian Linux
Litrix Linux
Wolvix
Ubuntu Linux
Caixa Mágica
Fedora

Distribuições de propósitos especiais

Cytrun Linux - Security Server
Embedded Debian
UcLinux
Arm-Linux
Bootable Business Card
Dyne:Bolic
GeexBox
Sentry Firewall
The Linux Router Project
Ubuntu Studio


Desktops

O sistema operacional Linux possui duas interfaces para que o usuário possa interagir com o sistema operacional. A interface gráfica e a interface de linha de comando.

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Exemplos de interfaces gráficas, também chamadas de ambientes gráficos, Desktop's ou GUI (Graphical User Interfaces):

KDE
GNOME
Xfce
fluxbox
blackbox
windowmaker

Exemplos de interfaces de linha comando, também chamados de Shell's ou interpretadores de comandos:

sh
csh
ksh
bash
screen*

(*) O screen é um gerenciador de sessões em modo texto.

O Linux oferece muitos pacotes open source (embora nem sempre sejam software livre) que possuem a funcionalidade de programas disponíveis em desktops de outros sistemas operacionais.

A organização Linux Simples para o Utilizador Final (SEUL), é um grupo que defende a adoção do Linux e programas de utilizador final para esse sistema operacional.


Ver também

Lista de distribuições de Linux
Comparação entre distribuições Linux
LINUX Guia de Comandos
Guia Bozolinux
Jogos Linux

Ligações Externas

What is Linux
O que é Linux
GNU/Linux ou Linux?
GNU/Linux or Linux?
GNU/Linux o Linux?
GNU/Linux distro timeline





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